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Visto K1 (visto de noivos) 2017/2018

07:43

Olá pessoal, tudo bem?
Eu demorei para começar a escrever esse post, visto que são tantas coisas a serem faladas que eu espero não esquecer  nada (pelo menos nessa primeira etapa).
Eu e o Chris decidimos entrar com o processo do visto k1 que é o visto para noivos que vão casar com cidadão americano. Eu escolhi esse visto porque é exatamente dessa forma que eu quero entrar no país: como noiva do Christopher. E ele também preferiu assim, então foi tudo ótimo.
Quando comecei a pesquisar como seria esse processo eu quase enlouqueci. É muita coisa! São documentos, formulários, exames e dinheiro…muito dinheiro! O processo todo é caro e muito burocrático, mas com muita atenção e paciência a gente consegue resolver tudo.
Eu vou tentar ser mais breve possível para descrever o processo e os gastos que eu e o Chris teremos com o visto.
Então vamos lá!

Primeiros passos

A primeira coisa que você precisa saber é que apenas o cidadão americano pode dar entrada no visto K1. O seu noivo (a) que vai dizer ao governo americano que quer a autorização da sua entrada no país.
O cidadão americano (peticionário) deverá primeiramente dar entrada num pedido de visto de noivo(a) K1 junto ao USCIS, nos EUA. Para tal é necessário que preencha a petição I-129O cidadão americano não poderá dar entrada na petição I-129 no Brasil.
Após o USCIS aprovar as duas petições, elas serão enviadas para o National Visa Center (NVC) para continuação do processo.
O NVC vai enviar uma carta ao cidadão americano peticionário quando mandar o caso de seu beneficiário (noiva) ao Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro. Uma vez recebida a carta, informe ao seu beneficiário (noiva) os passos a seguir para solicitar um visto K e se preparar para a entrevista.
[Todas as entrevistas de vistos de imigrantes são realizadas no Consulado dos EUA no Rio de Janeiro, independente do estado brasileiro em que os solicitantes residam]

O que eu preciso saber antes da entrevista?

  • Antes da entrevista, o beneficiário receberá um pacote com instruções enviado pelo Centro Nacional de Vistos dos EUA (NVC), ou pelo Consulado dos EUA no Rio de Janeiro (somente em casos excepcionais). Esse pacote irá informar a data da entrevista, além de fornecer instruções detalhadas sobre os documentos que devem ser apresentados. Siga cuidadosamente todas as instruções, pois a falta de documentos atrasará o processo de emissão de seu visto.
  • Por razões de segurança, solicitantes de visto e cidadãos americanos não são autorizados a entrar nos consulados ou na Embaixada com bolsas (com exceção de uma bolsa pequena), telefones celulares ou qualquer outro equipamento eletrônico. O Consulado Geral no Rio de Janeiro não possui local para armazenar tais items. Recomendamos veementemente que nossos clientes NÃO tragam tais items quando comparecerem ao Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro. Caso tenha necessidade de trazer esses equipamentos eletrônicos, informamos que há companhias privadas que oferecem local para armazenar tais equipamentos. Observe que esse serviço é pago. Por favor, note que essas companhias não são sancionadas ou afiliadas com o governo dos Estados Unidos, que não se responsabiliza por qualquer objeto deixado com tais companhias.
  • No dia da entrevista, o beneficiário (solicitante de visto) deve comparecer pessoalmente ao Consulado dos EUA no Rio de Janeiro, no horário agendado. Incentivamos também a presença do peticionário (cidadão americano), uma vez que a presença do mesmo poderá ajudar no processo do caso. Advogados podem acompanhar seus clientes na sala de espera do Consulado, mas não poderão entrar com eles na sala de entrevista.
  • Para a entrevista, os solicitantes devem trazer os originais e cópias simples de todos os documentos, mesmo quando os documentos originais tenham sido enviados ao USCIS junto com a petição. Não há exceções.
  • Só podemos aceitar documentos legíveis e de boa qualidade. Caso contrário, solicitaremos que providencie uma segunda via recente dos documentos.
  • Verifique atentamente todos os documentos previamente preparados por um advogado (caso possua um) e certifique-se de que os mesmos estejam de acordo com as instruções. Certifique-se também que todas as informações nos formulários estejam  corretas.
  • Verifique cuidadosamente o seu nome, data e local de nascimento, para garantir que estejam corretos em todos os documentos (passaporte, certidão de nascimento, certidão de casamento, certidões policiais, etc.) e nos formulários.
  • O exame médico não pode ser realizado fora do Brasil, nem mesmo nos EUA. O exame deve ser realizado somente por um dos médicos da lista disponibilizada nesse website. Recomendamos que não agende seu exame médico antes de saber a data de sua entrevista.
  • Todo requerente que não for fluente em português ou inglês terá que comparecer à entrevista acompanhado de um intérprete oficial.  Requerentes que precisem de tal serviço, terão que apresentar as credenciais do intérprete oficial.  Caso o requerente não traga um intérprete oficial, a entrevista terá que ser remarcada.
  • Não podemos garantir a aprovação do visto antes da entrevista. O cônsul deve verificar os documentos e só depois tomar a decisão final sobre seu visto. Recomendamos não tomar providências definitivas, como vender propriedades ou deixar o emprego antes da emissão do seu visto.
  • Todos os solicitantes devem chegar ao Consulado dentro do horário agendado. Recomendamos que esteja preparado para permanecer durante todo o período da manhã (e possivelmente a tarde) até que sua entrevista seja finalizada. Se for detectado qualquer problema, é possível que você tenha que voltar mais uma vez ao Consulado.
  • Lembre-se que sua entrevista será feita no Setor de Vistos de Imigrantes. Assim que chegar ao Consulado, certifique-se de que esteja se encaminhando para a fila e ou setor corretos.
  • Na ocasião da entrevista, o peticionário (cidadão americano) deverá estar domiciliado nos EUA ou preparado para prestar esclarecimentos ao funcionário consular sobre sua intenção de retornar aos EUA quando o beneficiário (solicitante de visto) entrar nos EUA para residir com o visto de imigrante.
  • Traduções: Se os seus documentos estiverem em português ou em inglês, não há necessidade de tradução. Somente quando os documentos estiverem em um terceiro idioma (que não seja português ou inglês)  devem ser acompanhados de traduções juramentas para o inglês. Nesse caso, é preciso procurar um tradutor juramentado para fazer as traduções. O documento traduzido precisa conter uma declaração do tradutor atestando que a tradução está correta, que foi elaborada por tradutor habilitado e que sua assinatura foi reconhecida em cartório.

PARA A ENTREVISTA

Passo 1:
  • Criar uma conta no site do Centro de Atendimento ao Solicitante de Vistos (CASV)
  • Selecionar a opção de entrega do seu visto (busca no CASV ou por correio);
  • Pagar a taxa de MRV referente ao visto K (acesse a página de taxas para o valor que terá que pagar);
  • Selecionar e marcar a data da entrevista.
  • Imprimir a página de confirmação para apresentá-la no dia da entrevista
Passo 2: Obtendo e Preparando os Documentos:
Formulário DS-160 eletrônico
Cada membro de sua família (que se qualifica para viajar para os Estados Unidos com você, nesta categoria de visto) deverá preencher o formulário eletrônico DS-160. O DS-160 eletrônico está disponível na página do CEAC (Consular Electronic Application Center). Favor preencher completamente os formulários. Para preencher o formulário DS-160 eletrônico, você terá que ter acesso a internet. O formulário tem que ser preenchido em Inglês.

Documentação (de acordo com o site do consulado)

Para a entrevista, os solicitantes devem trazer os originais e cópias simples de todos os documentos, mesmo quando os documentos originais tenham sido enviados ao USCIS junto com a petição. Não há exceções.
  • Passaporte
  • Certidão de Nascimento
  • Certificados da polícia
  • Certificados da polícia no Brasil
  • Affidavit of Support (declaração do seu noivo sobre as condições financeiras dele)
  • Exames médico
  • Fotografias
  • Provas de relacionamento
  • Declaração juramentada
PARA A LISTA COMPLETA E MAIS DETALHADA, ACESSE AQUI

VALORES VISTO K-1 ATUALIZADOS 

  • PETIÇÃO INICIAL – US$ 535,00 (Equivalente a R$ 1760,00)
  • ENTREVISTA NO CONSULADO DO RIO –  US$ 265,00 (Equivalente a R$ 870,00)
  • CONSULTA COM MÉDICO CREDENCIADO – US$ 180,00 (Equivalente a R$ 600,00)
    ________________________________
    EXAMES – EM REAIS:
    RIO DE JANEIRO:
    R$ 170,00 – RAIO X
    R$ 41,00 – EXAME DE SANGUE
    R$ 245,00 – EXAME DE URINA
    BRASÍLIA:
    R$ 65,00 – RAIO X
    R$ 34,00 – EXAME DE SANGUE
    R$ 450,00 – EXAME DE URINA
    SÃO PAULO:
    R$ 187,21 – RAIO X
    R$ 58,29 – EXAME DE SANGUE
    R$ 350,00 – EXAME DE URINA
    BELO HORIZONTE
    R$ 70,00 – RAIO X
    R$ 10,00 – EXAME DE SANGUE
    R$ 130,00 – EXAME DE URINA
*vacinas podem ser tomadas no posto de saúde ou particular
*declaração do ginecologista pode ser feito pelo médico de sua preferência. Se não levar declaração, você será examinada pelo médico do consulado.
________________________________
Depois de casados – Já nos EUA:
  • US$ 1.225,00 – AOS – GREEN CARD CONDICIONAL (2 ANOS) + BIOMETRIA
  • US$ 680,00 – ROC – GREEN CARD (10 ANOS) + BIOMETRIA
  • US$ 725,00 – CIDADANIA + BIOMETRIA

Siglas:
– USCIS: United States Citizenship and Immigration Services
– DHS: Department of Homeland Security
– CSC: California Service Center
– WAC: Western Adjudication Center
– SRC: Southern Regional Center
– NOA: Notice of Action
– RFE: Request for evidence
– NVC: National Visa Center
– RDJ: Rio de Janeiro (Referente ao Consulado do Rio)
– CASV: Centro de Atendimento ao Solicitante de Visto
– POE: Port of entry
– SSN: Social Security Number
– AOS: Adjustment of Status
– EAD: Employment Authorization Document (ou WP – Work permit)
– AP: Advance Parole (Travel Authorization)
– MSC: Missouri Service Center (National Benefits Center)
– ROC: Removal Of Conditions
• TIMELINE DO VISTO K1  AQUI
Endereço Consulado Americano no Rio de Janeiro
Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro
Av. Presidente Wilson, 147 Castelo
Rio de Janeiro, RJ – 20030-020
Entrada: Esquina das Ruas Santa Luzia e México
Expediente: de segunda a sexta-feira, exceto feriados brasileiros e americanos.
Fontes:

Cristão e o descaso com o suicídio

10:05


Como alguém pode rir diante de ver gente se mutilando, por mais idiota que isso possa parecer? Não tem graça ver a desgraça emocional de jovens que estão acabando com suas vidas com incentivo de um "desafio".

O desafio atrai jovens que sofrem abusos emocionais, físicos e sexuais, jovens que sofrem de depressão e outras doenças que abate a alma.

Enquanto uns cristãos riem e adora vociferar que esses adolescentes são um bando de idiotas e fracos, outros cristãos estão nesses grupos de desafios tentando fazer esses jovens desistirem de cometer suicídio.

A falsa piedade é descoberta nos detalhes.



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Eu vou ensinar a vocês como ganhar dinheiro trabalhando em casa | #moneycomamonny

13:03

Olá pessoal, tudo bem?
Primeiramente, feliz páscoa para todos!
Eu resolvi postar um vídeo hoje para contar pra vocês uma mudança que eu estarei trazendo para o canal. Na verdade, não é uma mundaaaaaaança... eu apenas estarei agregando um tipo de conteúdo que eu tenho certeza que vai ajudar a todos vocês que querem começar a trabalhar em casa!
O vídeo é um aviso.. mas essa semana as coisas vão começar a todo vapor!
Espero que gostem! 
Bjosss



"Verdades e Mitos sobre a Páscoa" por Augustus Nicodemus

00:35

Nesta época do ano celebra-se a Páscoa em toda a cristandade, ocasião que só perde em popularidade para o Natal. Apesar disto, há muitas concepções errôneas e equivocadas sobre a data.

A Páscoa é uma festa judaica. Seu nome, “páscoa”, vem da palavra hebraica pessach que significa “passar por cima”, uma referência ao episódio da Décima Praga narrado no Antigo Testamento quando o anjo da morte “passou por cima” das casas dos judeus no Egito e não entrou em nenhuma delas para matar os primogênitos. A razão foi que os israelitas haviam sacrificado um cordeiro, por ordem de Moisés, e espargido o sangue dele nos umbrais e soleiras das portas. Ao ver o sangue, o anjo da morte “passou” aquela casa. Naquela mesma noite os judeus saíram livres do Egito, após mais de 400 anos de escravidão. Moisés então instituiu a festa da “páscoa” como memorial do evento. Nesta festa, que tornou-se a mais importante festa anual dos judeus, sacrificava-se um cordeiro que era comido com ervas amargas e pães sem fermento.

Jesus Cristo foi traído, preso e morto durante a celebração de uma delas em Jerusalém. Sua ressurreição ocorreu no domingo de manhã cedo, após o sábado pascoal. Como sua morte quase que certamente aconteceu na sexta-feira (há quem defenda a quarta-feira), a “sexta da paixão” entrou no calendário litúrgico cristão durante a idade média como dia santo.

Na quinta-feira à noite, antes de ser traído, enquanto Jesus, como todos os demais judeus, comia o cordeiro pascoal com seus discípulos em Jerusalém, determinou que os discípulos passassem a comer, não mais a páscoa, mas a comer pão e tomar vinho em memória dele. Estes elementos simbolizavam seu corpo e seu sangue que seriam dados pelos pecados de muitos – uma referência antecipada à sua morte na cruz.

Portanto, cristãos não celebram a páscoa, que é uma festa judaica. Para nós, era simbólica do sacrifício de Jesus, o cordeiro de Deus, cujo sangue impede que o anjo da morte nos destrua eternamente. Os cristãos comem pão e bebem vinho em memória de Cristo, e isto não somente nesta época do ano, mas durante o ano todo.

A Páscoa, também, não é dia santo para nós. Para os cristãos há apenas um dia que poderia ser chamado de santo – o domingo, pois foi num domingo que Jesus ressuscitou de entre os mortos. O foco dos eventos acontecidos com Jesus durante a semana da Páscoa em Jerusalém é sua ressurreição no domingo de manhã. Se ele não tivesse ressuscitado sua morte teria sido em vão. Seu resgate de entre os mortos comprova que Ele era o Filho de Deus e que sua morte tem poder para perdoar os pecados dos que nele creem.

Por fim, coelhos, ovos e outros apetrechos populares foram acrescentados ao evento da Páscoa pela crendice e superstição populares. Nada têm a ver com o significado da Páscoa judaica e nem da ceia do Senhor celebrada pelos cristãos.

Em termos práticos, os cristãos podem tomar as seguintes atitudes para com as celebrações da Páscoa tão populares em nosso país: (1) rejeitá-las completamente, por causa dos erros, equívocos, superstições e mercantilismo que contaminaram a ocasião; (2) aceitá-las normalmente como parte da cultura brasileira; (3) usar a ocasião para redimir o verdadeiro sentido da Páscoa. 

Eu opto por esta última.

“É Preciso Muita Fé e Coragem Para Ter Filhos!” por Pr. Alan Rennê

00:04

Joanne e eu estamos esperando o nosso terceiro filho. Bem, na verdade, é o quarto, pois o deles já vive com o Senhor. Algumas coisas que ouvimos e lemos com frequência em relação a esta gestação são: “Vocês são muito corajosos!” ou “É preciso ter muita fé para ter um terceiro filho!”

Eu concordo plenamente com estas afirmações. Vivemos num mundo cada vez mais antifilhos. Há até um movimento denominado Child-free-by-choice (Livre de filhos por escolha), que possui suas dezenas de milhares de adeptos, inclusive no Brasil. Assim, se você deseja construir algo de bom em sua carreira profissional ou, caso seja casado, deseja aproveitar ao máximo o seu casamento, é preciso não ter filhos. Caso resolva ter, que seja apenas um, para não ter muito trabalho e muita despesa. Tal forma de pensar tem se transformado numa espécie de pressuposição que as pessoas assumem sem pensar naquilo que está em sua raiz e nas suas implicações.

Prova disso é que mesmo na igreja tal pensamento pode ser encontrado. E é interessante que ele se utilize de premissas que são verdadeiras, mas que não devem, necessariamente, levar à conclusão de que não se deve ter filhos ou que, caso alguém resolva ter, que seja apenas um, no máximo, dois. As afirmações são:

“Criar filho dá muito trabalho!”
“Criar filho dá muita despesa!”
“Vivemos num mundo mau!”

Tudo isso é verdade! Há ainda as razões que são apresentadas e não sem nem um pouco piedosas e verdadeiras, como as que falam de como filhos estragam o corpo da mulher. No entanto, de acordo com Douglas Wilson, casais que raciocinam de forma semelhante estão “bebendo suposições mundanas através de uma mangueira de bombeiro”.[1] Lembro do que aconteceu em junho passado, quando nossa filhinha, Ana Laura, teve bronquiolite e necessitou ficar internada ao longo de uma semana. Na correria para liberar a internação junto ao plano de saúde, sem dormir direito, Joanne e eu olhamos um para o outro e eu perguntei: “Dá trabalho, mas criar filhos é bom, né?” Ela concordou com um sorriso em seu rosto.

Sim, dá muito trabalho! Mas isso não é impedimento para se ter filhos. Só se torna impedimento quando o coração está indisposto a renunciar a sonhos e projetos hedonistas e egoístas. Criar filhos dá trabalho, pois vivemos num mundo corrompido, manchado pelo pecado. Nossos filhos nascem na iniquidade e em pecado são concebidos (Salmo 51.5). Nossos filhos são pecadores e, como tais, trazem a rebeldia em seus pequeninos corações. Mas é importante recordar que nós também somos pecadores. Nós também temos um mal habitando em nossos corações (Romanos 7.21). Tudo isso torna a tarefa de criar filhos em algo excruciante.

Criar filhos também dá muita despesa. É caro. É muito caro. Itens como alimentação, vestuário, calçados, educação e saúde estão cada vez mais caros. Ter dois filhos significa despesa dobrada. Ter três filhos então, nem se fala. Mas, ao pensar sobre o encarecimento do custo de vida lembro que eu e minha irmã nascemos na década de 80, época quando a moeda brasileira era extremamente desvalorizada e instável. Além disso, nossa mãe ficou viúva quando Juliana e eu tínhamos 6 e 4 anos, respectivamente. Fomos alimentados, vestidos educados e cuidados por uma mãe viúva que chegou a trabalhar durante três turnos, ganhando pouco. Pensando no que eu afirmei acima, posso dizer que a minha mãe abriu mão de sonhos e projetos pessoais para que pudesse nos criar com dignidade. E eu creio que é justamente aí que reside uma diferença entre a forma de pensar dos nossos dias e a dos nossos pais e avós: Não nos satisfazemos em dar apenas dignidade e sustento aos nossos filhos. Esquecemos das palavras do apóstolo Paulo, em 1Timóteo 6.8: “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes”. Queremos dar mais que isso. Desejamos dar aos nossos filhos aquilo que não recebemos de nossos pais. Queremos mimá-los. Queremos dar-lhes as festas de aniversários que não tivemos, as viagens que não fizemos, a escola que não frequentamos e os brinquedos que nunca passaram por nossas mãos. Ter mais de um filho significa pulverizar o orçamento familiar o que, por sua vez, significa não poder dar a todos eles aquilo que planejamos. Ter mais de dois filhos representa, provavelmente, ter que deixar de lado aquela viagem para a Europa ou a aquisição daquele carro mais confortável e mais caro com o qual sonho há algum tempo.

E, sim, nós vivemos num mundo mau. A Bíblia nos diz isso: “o mundo inteiro jaz no Maligno” (1João 5.19). Todos os dias assistimos à escalada da maldade em nossa sociedade. Vemos os valores que moldaram a nossa sociedade ocidental, os valores judaico-cristãos, os valores bíblicos, sendo atacados pelo homem morto em seus delitos e pecados. O que é mais abundante em nossa época é a inversão de valores, pessoas ao mal chamando bem e ao bem, mal (Isaías 5.20). Hoje, por exemplo, minha esposa e eu estávamos num hospital, a fim de consultar a nossa filhinha. Enquanto aguardávamos o chamado assistíamos às notícias a respeito das rebeliões e das matanças em várias penitenciárias do nosso país. Pensamos: “Nossos filhos crescerão neste mundo mau”.

Mas, ainda assim, vale a pena. É verdade que ter filhos e criá-los dá trabalho. Mas, como cristão, não posso descrer da afirmação da Palavra de Deus, quando ela afirma que é “feliz o homem que enche deles [filhos] a sua aljava” (Salmo 127.5). Como um cristão pode duvidar disso? O salmo não diz que não existirão dificuldades. Ele não diz que não haverá sofrimento. Ele diz que, a despeito de todas essas coisas, tal homem será feliz. O Salmo 128 ensina que o homem que teme ao Senhor será bem-aventurado (v. 1), e dentre as bem-aventuranças de que desfruta, o salmista destaca: “Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa”.

Gastamos muito com nossos dois filhos e já estamos nos preparando para a chegada do terceiro. Isso representará mais gastos, mais um plano de saúde, mais remédios, mais roupas, enfim, mais um monte de coisas. Consequentemente, representará menos livros, menos saídas para comer fora, menos brinquedos para cada um deles, readequação em nossas férias. Somos cientes de tudo isso e não lamentamos. Joanne e eu passamos a sonhar com o que de mais precioso, em termos humanos, podemos deixar aos nossos filhos: irmãos. Desejamos dar aos nossos filhos irmãos com quem eles possam crescer, de quem eles possam ser amigos, com quem eles possam contar. Temos nos esforçado para dar o que é necessário sem transformar nossos filhos em pequenos ditadores mimados e, mesmo assim, podemos ver, em diversas ocasiões, o pecado que habita em seus corações se revelando nesta área.

E em relação ao nosso mundo mau, o que fazer? Não ter filhos? Cremos que não. Gosto muito das palavras do Pr. Joel Beeke, quando ele diz: “Se realmente vemos os seres humanos como portadores da imagem de Deus, nosso desejo será vê-los se multiplicarem por toda a Terra. Se você busca desfrutar de intimidade sexual com seu cônjuge, mas, ao mesmo tempo, despreza a ideia de ter filhos, então está separando o que Deus uniu […] Se Deus lhe dará ou não filhos depende da vontade soberana dele. Talvez use você para abençoar filhos que não sejam fruto de sua união. Mas, por mais que o marido aprecie o sexo, ele tem o caráter de um pai, e por mais que a esposa aprecie o sexo, ela tem o coração de uma mãe”.[2] E mais do que encher a Terra com pessoas segundo a imagem de Deus, desejamos enchê-la de filhos da Aliança, de filhos do Pacto. É óbvio que não presumimos que nossos filhos nasçam regenerados. Sabemos que eles necessitam do Redentor. Mas ao desejarmos isso, assumimos o compromisso de evangelizá-los, de lhes ensinarmos a respeito da malignidade do pecado, de lutarmos contra o pecado que habita em seus pequeninos corações, de pleitearmos junto ao trono da graça o cumprimento das promessas pactuais que o Senhor fez, na sua Palavra, em relação aos nossos filhos.

É bom que se diga que isto não se constitui numa regra, ou seja, não é obrigação ter dezenas de filhos. Vários casais nas Escrituras tiveram poucos filhos. Na verdade, trata-se de uma palavra sobre o desejo de não ter filhos. O foco está nas motivações do coração: Por que você não quer ter filhos? Por que você acha que ter mais de dois filhos é ruim? É simplesmente impensável uma mulher cristã se dispor a gastar a sua juventude e vitalidade com outras coisas, mas não se dispor a fazer isso gerando filhos para o Senhor. É simplesmente impensável alguém que tenha boa condição financeira argumentar contra ter mais filhos com base nos gatos que filhos exigem. É inimaginável uma mulher cristã priorizar o seu corpo, a sua estética em detrimento da geração de filhos, herança do Senhor (Salmo 127.3).

Temos fé, não em nós mesmos, mas em nosso Senhor. Temos coragem, mas não por causa de qualquer coisa em nós, mas por causa da superabundante graça do nosso Redentor.

Eu conheci uma Hanna Baker - 13 Reasons Why

14:25
Hanna Baker - 13 Reasons Why

Aos 15 anos a minha rotina era sempre a mesma, casa, colégio, telefone com meu melhor amigo e Internet. Eu não achava ruim, gostava de chegar do colégio e saber que havia sempre alguém me esperando para conversar ao telefone. 

Eu tinha um melhor amigo e isso era reconfortante. 

Logo após a conversa diária ao telefone com meu best, que vou chamar de Gustavo*, eu sentava na frente do computador e passava o dia no Mirc (sim, sou dessa época), o melhor bate papo que já existiu. Entrava e encontrava o meu grupo de amigos (que eram de outra escola) e conversávamos sobre tudo. Eu era amiga de todos, menos de uma.

Eu não sabia exatamente porque eu não me aproximava daquela garota gordinha que já tinha fama de gótica/emo/sombria/estranha. Eu nunca tive problemas com gente estranha. Eu amo gente estranha. Sou uma delas. Mas aquela menina... eu não sei, existia uma barreira.

Eu soube por um outro amigo, que vou chamá-lo de Bruno*, que era melhor amigo dela, que ela era muito doce e legal, mas muito reservada. Eu, porém, não estava muito interessada. Gustavo e Bruno estudavam na mesma escola e mesma classe, assim como a garota.

No Mirc todo mundo tinha um nick e essa jovem sempre usou o mesmo: "Melancolia".
Eu gostava daquilo, pois sempre fui melancólica, boêmia, mas não sabia que ela sofria de depressão - naquela época, quinze anos atrás, essas coisas nem eram tão faladas, e quando faladas, eram tratadas como fraqueza. Hoje ainda acontece...Quanta ignorância!

Ela dava sinais de que algo errado estava acontecendo, mas a banalidade com que tratamos a dor do outro nunca saiu e nunca sairá de moda. Nós fingimos que nos importamos, mas, na realidade, isso poucas vezes acontece. A dor do outro é sempre menor e menos importante que a nossa, essa é a verdade, nua e crua.

Em determinado momento daquela época, Bruno tentou se chegar à Melancolia (ela realmente usava esse  nome no Mirc, mas não vou falar o nome dela), eles ficaram mais próximos e ele até conseguiu levá-la ao cinema - tudo na amizade... mas Bruno não reparou que ela começou a alimentar um sentimento por ele pela atenção que vinha recebendo dela. Bruno estava apaixonado por outra pessoa... e essa pessoa era eu. 

Sem saber exatamente o que acontecia entre eles, ele me pediu em namoro e nós começamos a namorar. Ela sumiu do Mirc e se afastou dele, ele estava comigo e acabou não sentindo o afastamento, já que quando se inicia o namoro, a gente meio que esquece dos amigos.

Bom, depois de quase 1 mês de namoro, a notícia chega.
Lembra que eu falei que sempre chegava do colégio e ligava para o meu melhor amigo? Pois bem, cheguei do colégio toda feliz, liguei para Gustavo, e ele me atendeu muito seco. Eu, toda feliz, pergunto como ele está e falo do meu dia sem deixar que ele responda, até que ele fica o tempo todo em silêncio e eu pergunto o motivo. Ele apenas me pergunta:

- Você já ligou pro seu namorado hoje?
- Não, pq?
- Liga. Ele está precisando de você!
- O que houve? Me fala... Me fala..
- É melhor ele te contar...
- Meu Deus, o que aconteceu? Conta!
- Liga pra ele!

Eu desliguei o telefone e liguei imediatamente, Bruno atende o telefone aos prantos:

- Bruno, o que aconteceu? Me fala!
(depois de muito choro ao telefone...)
- Ela se matou, ela se matou, e ela deixou cartas pra mim e uma poesia.
- Ela quem? ela quem?
- Melancolia
- Vem aqui em casa, vamos nos encontrar!
(naquela época eu nunca ia pra casa de namorado)

Desligamos o telefone e ele foi me encontrar naquele mesmo dia. Ele chegou aos prantos, não conseguia parar de chorar. Pelas cartas, ele se sentiu culpado. Eu não tive coragem de ler as cartas. Ela se sentia abandonada por ele. Eu fui covarde e fiquei com medo de levar culpa também. Ele carregou aquilo sozinho. Eu li apenas a poesia. Uma poesia profunda e cheia de lamentos. 

Ela tomou veneno. Tentaram ainda fazer a limpeza no estômago, mas já era tarde.

Ela tinha 15 anos, era uma das mais inteligentes da classe, e escolheu morrer porque nunca ninguém se importou o bastante.

Ela pensou que não faria diferença. 

Mas fez.

Monique Peixoto


-8KG EM 15 DIAS - JEJUM INTERMITENTE + LOW CARB

21:09

Olá pessoal!

Quanto tempo não posto aqui, não é?

Pois bem! 

Hoje eu venho falar com vocês sobre duas coisas que tem mudado meu estilo de vida alimentar: Jejum Intermitente + Low carb.

Bom, eu começo primeiro falando que, quem me conhece a muito tempo, sabe que eu sempre tive uma briga eterna com a balança e nunca gostei de dieta. Nunca consegui manter uma dieta por mais de uma semana, pois esse negócio de me privar do lado bom e gostoso da vida não dá!

Eu nunca tive horário para me alimentar, sempre fiz escolhas erradas e sempre engordei muito por isso. A minha vida toda de sanfona dava quase pra montar um show de forró.

No final do ano passado, um amigo chegou pra mim e falou que havia emagrecido muito com um tal de Jejum Intermitente. Eu logo pensei "mais uma daquelas dietas malucas que nunca dá certo", porém, logo depois do pensamento ele começou a me explicar exatamente como funcionava e eu vi que daria super certo pra mim, e eu vou explicar o por quê.

O Jejum intermitente não é dieta, é um simples e cru: ficar sem comer. Pois é. Eu vou fazer um resumão bem superficial pra vocês entenderem. 

Primeiro é importante deixar claro que não é todo mundo que pode aderir o Jejum, pois nem todo mundo tem um organismo bom pra esse tipo de coisa, então é importante você se informar quanto a isso.

Vamos lá...

O Jejum consiste basicamente em você ficar um período sem comer, e esse período pode variar de 16h a mais de 24h, tudo depende da pessoa e do quanto ela aguenta. Por isso existem vários níveis para o jejum:

16/8 = 16h de jejum e 8h para você fazer uma ou duas refeições.
18/6 = 18h de jejum e 6h para você fazer uma ou duas refeições (esse é o que eu faço)
24h = 24h de jejum, ou seja, você come uma vez ao dia e só vai comer de novo no outro dia no mesmo horário.

Por incrível que pareça tem pessoas que passam mais de 30h em jejum, fazendo atividades normais do dia sem nenhum problema.

Bom, quando me explicaram isso eu me empolguei porque eu NUNCA gostei desse negócio de ter que comer sempre, de 3 em 3h, pois eu não sou boa em seguir regra nenhuma. E o jejum é ótimo porque ele tirou da minha cabeça que eu tinha a obrigação de comer naquela hora tal mesmo sem vontade nenhuma. Acontecida de muitas vezes eu comer sem vontade e no final a vontade virava uma compulsão, e pra mim, o melhor benefício do jejum foi eu conseguir esse autocontrole diante da comida.

Hoje eu me alimento em dois horários, ás 15h e as 18h. No começo, nos 4 primeiros dias, foi difícil porque meus hábitos eram outros, mas depois eu me senti ótima. 

Mas então, vamos para a parte do que comer, e é aí que entra a Low Carb.

Low carb nada mais é do que o baixo consumo dos carboidratos. Então eu cortei da minha lista todo tipo de massa, pão, qualquer coisa que o carboidrato seja latente. Mas também cortei refrigerantes, fast foods e todas as coisas deliciosas dessa vida, e aumentei o consumo de proteínas, legumes e verduras. 

Poréeeem... uma coisa que eu não cortei, e não pretendo cortar, SIM, EU NÃO PRETENDO, são os doces. Eu amo doces e eu não quero virar uma louca que só come o açúcar do coco ou da banana. Eu diminui SIM muito o consumo de doces, que antes era um vício. 

Por exemplo, se minha mãe fizesse um bolo, eu comeria uns 4 pedaços durante a noite e ainda tomava um copo de refri. Hoje eu como 1 pedaço e sem refrigerante. De bebida, eu tomo muito café e água. Dispenso chás, porque eu odeio qualquer tipo de chá. Também não sou fã de sucos.

Então, por 15 dias eu fiz essa mudança e o resultado foi maravilhoso. Eu quero manter esse estilo pela minha vida toda porque eu finalmente me encontrei nesse mundo de alimentação. Eu encontrei aquilo que me deixa feliz e mais à vontade, sem me sentir escrava de uma dieta, e mesmo assim consigo experimentar vários novos sabores de receitas com baixo índice de carboidrato.

Pra quem quer começar, eu super recomendo um grupo no facebook chamado Jejum Intermitente para Iniciantes, que lá você vai encontrar vários depoimentos estimulantes e receitas legais de low carb!

Espero que isso dê um empurrão para vocês que querem mudar de hábitos alimentares não saudáveis.

Quando eu completar 1 mês eu volto aqui para contar quanto eu perdi nesses 30 dias!

Beijos!!



ELES CRESCERAM ♥

11:23
Gente, pra quem me conhece sabe que eu sou apaixonada por shows de talentos (principalmente os musicais). Eu amo ver pessoas compartilhando e mostrando sua arte e talento para o mundo. E dentre as pessoas que já passaram nesses programas, algumas crianças fizeram a diferença. O mais legal de tudo são os pais que perceberam o talento e incentivaram cada uma delas a investirem nisso desde cedo.
Hoje eu estava olhando algumas dessas crianças e resolvi buscar como estão hoje e confesso que fiquei chocada... eles cresceram muito e seus talentos foram aperfeiçoados. Confiram os meus dois preferidos:

Shaheen Jafargholi - O menino que escolheu a música errada, mas depois de uma nova chance conquistou o público cantando Michael Jackson, e foi até convidado para cantar no velório do cantor pop.

Primeira aparição de Shaheen: começou escolhendo a música da Amy e os jurados fizeram ele trocar por outra, e ele escolheu a do Michael Jackson


Shaheen na Semi final cantando lindamente uma música da Jennifer Hudson


E agora veja como está o menino Shaheen 




PELAMOR, HEIMMMM????


ANDREW JOHNSTON: O menino que apanhava na escola por cantar música lírica


Na primeira aparição de Andrew, ele conta como apanhava dos colegas de escola por cantar música clássica. 


E com uma voz dessa, ele chegou até a final do programa 


AGORA VEJA ESSA COISA LINDA CANTANDO





"6 razões por que tantas mulheres questionam o movimento feminista" por Renata Barreto

13:39
Confesso que escrever um texto sobre feminismo e os porquês de não me identificar com o movimento soa um pouco estranho para mim. Logo eu, que fui trabalhar aos 15 anos fazendo bicos, entrei cedo na faculdade, arrumei um trabalho no primeiro ano e estou há quase 14 anos no mercado financeiro, sendo que em boa parte deles trabalhei em bancos e corretoras, ambientes majoritariamente masculinos. Eu sempre achei que feminismo fosse sobre ir atrás dos seus sonhos, querer os mesmos direitos e deveres que os homens, provar por competência que não somos menos capacitadas que ninguém e podemos desempenhar as mais variadas funções. Sexo frágil? My ass!!

Só que eu estava enganada. Muito enganada.

O movimento feminista teve início com as sufragistas no final do século XIX e ganhou mais relevância no começo do século XX, na Inglaterra. Na época, era notório que elas trabalhavam mais e ganhavam menos, não podiam votar e estavam constantemente sujeitas a abusos sexuais. Enxergando essas disparidades, as mulheres inglesas começaram a fazer protestos em várias cidades, especialmente na capital. O foco principal se tornou o direito ao voto, mas o movimento acabou sendo muito mais do que isso.

No Brasil, boa parte das reivindicações pelo direito ao voto feminino partiu de homens. Sim! Em 1891, quando o Congresso Nacional começou a discutir o assunto, o constituinte Almeida Nogueira pediu que fossem revistas as condições de voto, considerando que a constituição não proibia distintamente o voto feminino. No ano seguinte, 31 constituintes assinaram a emenda de Saldanha Marinho, que estendia a todas as brasileiras o direito de votar. Dois homens que viriam a ser Presidentes da República foram a favor disso: Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca. Nomes importantes como Rui Barbosa, Barão do Rio Branco e Godofredo Lamounier também apoiaram o movimento. Mesmo com esse esforço inicial, foram pouco mais de três décadas desde o início das discussões para que o Brasil finalmente cedesse às mulheres o direito ao voto, em 1932.

Esse espírito das sufragistas me representa. Direitos e deveres iguais, sem vitimismo, em busca de uma sociedade que escute seus cidadãos, sejam eles quem forem, dando às mulheres o status de ser humano do qual nunca deveriam ter sido privadas. Se vocês resolverem checar meus textos antigos, verão que me considerava uma feminista. Já tomei muitos tombos, aprendi bastante com os erros e, acreditem, a convivência diária no meio masculino me tornou mais forte, menos fresca e, claro, até menos sensível. Para mim, ser feminista era simplesmente isso: ser mulher, segura, madura, não ter medo de nenhum desafio e não levar desaforo para casa, sem enxergar os homens como inimigos. E por que me desiludi tanto com o movimento?

1. Não é um movimento sobre igualdade.



Tenho certeza que boa parte das mulheres que leram esse primeiro item pensaram: “essa não sabe nada do que fala, pois o contrário de machismo não é feminismo e, sim, femismo”. Eu sei, cara colega, mas você já viu declarações de grupos feministas ultimamente? Então talvez tenha reparado que, cada vez mais, prega-se um ódio irracional contra os homens – todos eles –, culpando-os por seus fracassos, problemas e frustrações. O que seria o feminismo de verdade, no meu entendimento? Lutar por direitos e DEVERES iguais, onde somos colocadas em pé de igualdade na execução de tarefas, mas também lembrando que há diferenças naturais entre homens e mulheres e que não há problema algum nisso. Não adianta lutar por igualdade de salários, por exemplo, sem entender que para isso é preciso ter a mesma produtividade. Estou dizendo que mulheres são menos capazes, então? NÃO! É claro que não. Mas concordam que, se mulheres sempre ganhassem menos que homens, então as empresas só contratariam mulheres? Concordam que muitas mulheres optam por carreiras que são, por natureza, menos rentáveis?

Além disso, muitas acham normal colocar as mulheres na vida política, que sabemos ser um setor com baixa participação feminina, através de cotas. Cotas? Por acaso isso significa haver mais igualdade ou simplesmente, a partir disso, os partidos terão que achar qualquer mulher que se interesse, mas não realmente quem tenha vocação e disposição para a política? Houve ainda o caso de uma vereadora de Porto Alegre, Fernanda Melchiona, que conseguiu aprovar cota de 20% para mulheres em vagas no Uber. Onde é que isso representa igualdade? Se a empresa não achar mulheres suficientes para preencher as vagas – que estão lá para serem preenchidas por quem for capacitado, independentemente de ser homem ou mulher – terão que DEMITIR homens e se encaixar na determinação. Não é fantástico? Um movimento que luta por igualdade e causa desemprego. Nunca vou entender isso.

2. Meu corpo, minhas regras. Seu corpo… minhas regras.



Como liberal que sou – movimento onde a pauta feminista esteve sempre em voga, já que acreditamos na liberdade de expressão do indivíduo seja ele quem for -, vale a máxima de que cada um deve fazer o que quiser, desde que não atrapalhe ou interfira na liberdade do outro. O que quero dizer com isso? Não me importo que alguém pratique sua religião, por exemplo, mas não quero que tentem me catequizar. Simples. O movimento feminista resolveu tomar o monopólio das virtudes das mulheres e decidir o que é melhor para a vida de cada uma delas ao redor do mundo. Se você sair dessa cartilha, ah, minha cara, você é machista e oprimida pelo patriarcado sem saber.

Vejamos: uma mulher que queira ser mãe e abdica de sua profissão. O que você acha disso? Novamente, como liberal, eu não tenho que achar nada. A vida não é minha, certo? Para as feministas, no entanto, isso está errado. Ser mãe, abdicar da carreira, cuidar dos filhos e até mesmo ter um certo gosto por roupas mais recatadas é tido como algo abominável. Ora, se o lugar da mulher é ONDE ELA QUISER, ela não poderia ESCOLHER o que quiser? Ou só vale quando for algo que o movimento julgue como certo? Mulheres que decidem expor seus corpos em revistas masculinas, por exemplo, são abominadas. Dizem que isso objetifica a mulher. Alguém as obrigou a fazer isso? Não que eu saiba. Entretanto, quando alguma mulher que elas dizem quebrar o padrão de beleza imposto pela sociedade faz exatamente a mesma coisa – posa nua para revistas masculinas –, aí se torna “empoderamento” feminino. Um peso e duas medidas? No movimento feminista, quase sempre você verá isso.

Outra coisa que me incomoda muito é o desejo quase orgástico de querer quebrar o tal padrão de beleza, impondo aos outros aquilo que você acha que é bonito. Quantas e quantas vezes somos bombardeados com fotos de mulheres com pelos embaixo do braço, dizendo que isso é um protesto contra o machismo, contra o padrão de beleza e, de novo, empoderamento da mulher?? Ou seja, você não pode nem ter uma OPINIÃO sobre aquilo, não pode achar feio, como você poderia achar feio qualquer tipo de roupa, cabelo ou atitude. Não. A opinião não nos pertence mais, de acordo com este movimento. E se você achar feio, ora, você só pode ser machista.

3. O ódio contra os homens.



Você, mulher que está lendo esse artigo. Você deve ter, no mínimo, um desses homens à sua volta: pai, irmão, sobrinho, filho, avô, namorado ou marido. Como você se sentiria se alguém lhe dissesse que todos eles são potenciais estupradores? Pois é. Dá náuseas, não dá? Pois o movimento feminista quer que você acredite que todo homem pode estuprar uma mulher a qualquer hora, basta ter hora certa e lugar certo, basta ter uma oportunidade. Seriam as mulheres, então, providas de uma bondade divina que não faz parte da natureza masculina? Ou será que tem gente má e gente boa em qualquer lugar, qualquer ambiente, qualquer meio social, de qualquer sexo e de qualquer orientação sexual? Atacar todos os homens como uma unidade do mal, pronta a dar o bote a qualquer momento é simplesmente fomentar o ódio a pessoas que fazem, queiram elas ou não, parte da nossa vida.

É preciso lutar diariamente contra abusos e estupros, que infelizmente ainda são um grande problema aqui e no mundo todo, sem dúvida! Estou nessa luta. Mas culpar TODOS os homens por isso, ainda afirmando que há uma cultura do estupro? Por acaso alguém à sua volta acha isso normal? Algum amigo seu já te contou, num papo informal, que estuprou uma mulher e todo mundo achou isso ok? Ou conhece alguém que acha natural uma mulher ser agredida? Provavelmente não. E se conhece, ele não é representante da maioria, por mais que muitas mulheres queiram encaixar isso em suas narrativas. E aí vêm os falsos relatos de abusos, tudo para tentar fazer parecer que homens são a pior coisa do mundo. Onde é que isso ajuda, de verdade, a luta das mulheres contra assédios, abusos e estupros? Já presenciei casos em que homens foram expostos como assediadores ou até estupradores e isso não era verdade. Quem repara o dano feito a ele e sua família?

4. A histeria coletiva.



Quase toda semana somos surpreendidos (embora isso já não seja mais surpresa) por notícias de empresas que são achincalhadas por grupos de feministas. O caso mais recente aconteceu com uma barbearia. Uma mulher resolveu cortar o cabelo lá e, ao ser informada de que só atendiam homens, deu o maior chilique, dizendo que era feminista e aquilo era um absurdo, ser discriminada em pleno século XXI. Como feminista é mais corajosa pelas redes sociais, juntou as amigas na página da barbearia no Facebook para denegrir a imagem da empresa. O detalhe? Ela não foi maltratada, o estabelecimento pertence a uma mulher (empoderamento para mim é empreender nesse Brasil de loucos) e o estabelecimento é ESPECIALIZADO em serviços para homens. Qual é o problema, gente? Tantos lugares são especializados em serviços para mulheres e ninguém reclama! Onde está o sentido da vida dessa menina em tentar denegrir a imagem da barbearia? Em vez de focarem nos problemas de verdade, preferem achar machismo em tudo e sair por aí vociferando palavras de ordem.

5. A recusa ao direito de defesa e punição severa.




Mulheres deveriam, antes de mais nada, ter o direito de se defender. Entretanto, o movimento feminista, que geralmente se posiciona à esquerda, é contra o armamento da população, incluindo as mulheres. Tenho spray de pimenta na bolsa, fiz artes marciais durante boa parte da minha vida, aprendi a atirar, ainda com 15 anos, com meu avô e garanto a vocês que estranho algum entrará na minha casa sem consequências. Por incrível que pareça, feministas veem problemas nesse meu perfil, acham até mesmo que se trata de discurso de ódio. Onde está a lógica?

Em relação à punição, tentam a todo custo criminalizar até cantadas banais na rua, como se um assobio fosse assédio (embora seja um ato de extremo mau gosto). Mas na hora de punir estupradores, não querem nada que soe “extremista”, como a redução da maioridade penal, por exemplo. E quantos homens menores de idade praticam este ato terrível contra mulheres??? Seriam eles oprimidos pela sociedade, incapazes de entender o que estavam fazendo? O mais engraçado é pensar que movimentos feministas julgam que crianças possam começar a fazer tratamento de mudança de sexo, mas não podem ser responsabilizados por atos hediondos como um estupro ou assassinato.

Novamente, a lógica foi passear e não voltou.

6. O esquecimento das verdadeiras oprimidas.


Como vocês sabem, milhares e milhares de mulheres sofrem nas mãos de homens e de uma sociedade injusta e desigual no mundo árabe. São crianças, adolescentes, mulheres, mães, irmãs, avós, tias e sobrinhas que sofrem DE VERDADE. São coisas tão absurdas que, como mulher – aliás, como ser humano -, me embrulham o estômago só de pensar. Mulheres são açoitadas, apedrejadas, sofrem estupros coletivos, são obrigadas a casar com seus estupradores, as casadas que sofrem estupros são presas e até condenadas à morte, crianças sofrem mutilação genital, são obrigadas a casar com homens bem mais velhos, algumas morrem na “noite de núpcias”, quando, na verdade, são estupradas, são deformadas com ácido, mortas pelos próprios parentes para defender a honra, entre várias e várias barbaridades que, só de escrever para esse artigo, me dá vontade de gritar. Onde estão as feministas para lutar pelo direito dessas mulheres? Tente falar sobre isso e será chamado de islamofóbico. Em nome do multiculturalismo, as mulheres que se dizem defensoras dos direitos femininos simplesmente ignoram a realidade do outro lado do mundo, algumas até mesmo defendendo que não podemos interferir na cultura alheia. Então, me explique, como é que fazer protestos com os seios à mostra, pelos embaixo do braço, encenações artísticas com introdução dos mais variados objetos em seus corpos, ajuda ALGUMA mulher a qualquer coisa? Ou será que eu estou maluca e isso realmente tem algum sentido?

Um caso bem recente que mostra a hipocrisia desses movimentos aconteceu na Marcha das Mulheres, que tomou conta dos EUA na semana passada. Uma das fundadoras do movimento, colocada no site oficial da Marcha como “co-chair”, é Linda Sarsour, muçulmana nascida no Brooklyn, NY, e defensora da Sharia, a Lei Islâmica. Podem conferir seus tweets e verão que, para ela, o direito das mulheres é secundário quando se tem outros direitos garantidos pelo Estado. Em um deles, ela diz que ninguém deveria ligar para o direito de dirigir. Na Arábia Saudita, há licença-maternidade paga por dez meses! Isso é muito mais importante. Ela diz também que “você saberá quanto estiver sob a Sharia quando os juros de seu cartão de crédito e empréstimos tiverem sumido”. Ou seja, o problema do mundo é o capitalismo, mas não uma lei radical islâmica que subjuga as mulheres e comete os atos mais bárbaros contra elas.

Tente protestar na Arábia Saudita. Tente. Só não garanto que você voltará para contar a história.

Conclusão

Não me descrever mais como feminista não muda meu ponto de vista em relação à luta pelos direitos e deveres das mulheres, pelo nosso espaço na sociedade, para mostrar que mulheres podem ser absolutamente tudo o que quiserem. Machismo existe sim! Mas a luta contra ele não pode ser pautada pelo ódio aos homens, à família, às escolhas individuais de cada uma. Hoje, depois de muita reflexão sobre o assunto, me intitulo apenas uma mulher liberal, que pode incentivar outras mulheres a enfrentar qualquer desafio que tiverem, sem medo e sem abaixar a cabeça. Eu não preciso do feminismo, mas o feminismo precisa de mim para, quem sabe um dia, lutar pelo direito das mulheres no mundo todo, sem restrição e sem fanatismos típicos de gente frustrada e sem amor.


A vida é um sopro.

10:35


Melhor é ir à casa onde há luto do que ir a casa onde há banquete; porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração.

Eclesiastes 7:2


A morte é difícil. Nunca saberemos lidar com a perda. Não gostamos de perder. 

A morte nos faz olhar ao redor e temer pela vida das pessoas que amamos com todo nosso coração.

O que será da minha vida sem meus pais? Sem meus irmãos? Penso eu e logo me desespero.

E também me faz pensar em minha própria vida: "Estou amando e servindo o suficiente?"

Pensar nas famílias que perdem seus entes queridos numa tragédia como a de hoje com os jogadores Chapecoense, me faz chorar com eles e compadecer-me de sua dor. 

A última vez que chorei a morte de alguém foi pelo meu avô. Meu avô querido que mesmo longe ligava para nós quase sempre. Eu falei com ele dias antes dele ir para o hospital. Nós conversávamos por horas e eu sempre contava para ele as minhas tristezas, e ele sempre me falava a mesma coisa: "Minha filha, não fica triste não, as coisas vão melhorar." Eu sinto falta do meu avô. Mas ele sabe que eu o amava, pois eu dizia isso para ele.

E essa é uma das coisas que a morte faz com a gente. De um lado, ela nos faz lembrar quanto tempo gastamos com coisas inúteis, que enfeitam as paredes, que nos dá status diante de pessoas que não viram nossas lutas, que não fizeram parte dos nossos sofrimentos... E do outro, ela nos mostra o quanto tempo desprezamos o amor de verdade em troca de coisas passageiras.

A morte nos deixa um vazio. É como se estivéssemos com a mão estendida tentando tocar em algo que não conseguiremos mais. É um vazio deixado que só é amenizado com o toque de Deus.

Muitos vivem como se nada fosse acontecer depois da nossa estadia por aqui...trágica ilusão. 

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;
E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?

João 11:25,26

Nesse momento, me lembro da música do Legião Urbana, Love in the afternoon:

"...É tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais!
E cedo demais..."

Não entrando no mérito de bondade ou da teologia, a verdade é que quando vemos jovens morrendo, sempre nos perguntamos "por que tão cedo?"

"Nenhum homem há que tenha domínio sobre o espírito, para o reter; nem tampouco tem ele poder sobre o dia da morte;" 
Eclesiastes 8:8a

Não sabemos de nada. O que sabemos é que há um Deus soberano e que é o único que tem o poder de tirar a vida e dar a vida. E não devemos questionar isso.

O pai de um dos jogadores morto no acidente disse: "Quis o bom Deus que eu passasse por isso novamente".

Quem chamaria Deus de bom depois de perder o segundo filho em menos de 2 anos?

Apenas uma pessoa que O conhece e entende que o Amor não nos poupa da tristeza, mas nos abraça e nos dá o consolo necessário para enfrentar dias como este.

Deus é bom o tempo todo.
O tempo todo Deus é bom.

O SENHOR te fez para a VIDA. 

Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?
Marcos 8:36

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